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#FATOUFAKE - Boulos irá fornecer moradia para pessoas em situação de risco nos quartos vazios das casas

Circula nas redes sociais uma captura de tela de um tuíte atribuído a Guilherme Boulos, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSOL. Segundo o texto, Boulos afirma que irá decretar, caso eleito, que quem tem um quarto sobrando em casa terá que abrigar moradores de rua por causa da pandemia da Covid-19.


FALSO. A conta oficial do candidato Guilherme Boulos no Twitter é @GuilhermeBoulos e não @boulos50, como consta na captura de tela. Além disso, a conta falsa atribuída a Boulos foi suspensa pelo Twitter por violar regras estabelecidas pela rede social, a exemplo de falsa identidade. Não é possível encontrar, tampouco, registros dessa declaração na imprensa.

No Twitter, a única menção feita por Boulos usando a palavra “lockdown” foi em 1º de novembro. No texto, o candidato afirma que, enquanto a Europa decreta um novo lockdown, o Brasil “ignora” a pandemia. Boulos diz ainda que, caso eleito prefeito, irá implantar nos primeiros 180 dias o Plano Vida e Renda SP “com combate de verdade à pandemia”. No plano de governo (página 4) consta que o programa visa uma série de ações e investimentos na saúde pública, na geração de emprego e moradia.

Já na área de habitação, a proposta é de implementar um programa de locação social para abrigar famílias em situação de rua “em unidades hoteleiras ou moradias nas regiões onde vivem”. Em nenhum momento do plano de governo é mencionado algo sobre abrigar pessoas que estão nessas condições nas casas onde há quartos vazios, com ou sem pandemia.

No Twitter, o candidato explicou que, se houver uma segunda onda da Covid-19 sob sua eventual gestão, a proposta é que os moradores em situação de rua sejam acolhidos provisoriamente em equipamentos da Prefeitura.

Fonte: Agência Lupa - Checagem similar foi feita por Aos Fatos, Boatos.Org e Comprova.

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Advocacia Scalassara

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A Advocacia Scalassara & Associados, enquanto marca, nasceu em 06 de junho de 1994, em razão de desdobramento de escritório anterior, que tivera início em 1982/3, do qual o advogado Carlos Roberto Scalassara era um dos titulares.