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Feliz Dia do Professor

Como anda a vida dos professores nessa pandemia?
“Para mim, gravar vídeos é muito difícil. No começo, eu chorava porque não conseguia. Queria um contato pessoal com as crianças. É difícil pensar na Educação Infantil a distância”, conta a professora Tais de Paiva Fonseca, de Educação Infantil, da rede municipal de Belo Horizonte (MG), sobre sua experiência no período da quarentena.
Ela é um dos 8.121 docentes que responderam à pesquisa “A situação dos professores no Brasil durante a pandemia”*, realizada por NOVA ESCOLA entre os dias 16 e 28 de maio de 2020. O levantamento buscou mapear alguns cenários vivenciados pelos educadores brasileiros no ensino remoto.

Saúde Mental
Com tantos desafios profissionais e vivenciando um cenário instável de um país que já computa mais de 150 mil mortes por Covid-19, muitos professores relataram um impacto na saúde emocional. Em relação ao período pré-pandemia, 28% dos respondentes avaliaram o estado mental como péssimo. “Os fatores de estresse são intensificados pelo fato de que a maioria dos professores são mulheres e elas estão encarando, também, a dupla jornada, sendo responsáveis pela maior parte do cuidado com a família, a casa e os filhos”, comenta Ana Ligia Scachetti, gerente pedagógica.

?Dupla Regência, mas sem salário
Foi no final de abril que Simone, professora de uma turma de 3º ano do Fundamental 1, foi surpreendida com uma publicação no Diário Oficial do município de São Gonçalo. “Só fiquei sabendo por esse comunicado e, quando saiu o meu contracheque, vi que a dupla regência havia sido cortada do meu salário”, relembra. De acordo com o Extrato de Decisão sobre o Processo Nº 14.369/2020, publicado no Diário Oficial do município em 24 de abril, não houve redução salarial, mas, além da dupla regência, foram suspensos os pagamentos sob a rubrica de auxílio transporte, adicional de risco de vida, adicional de insalubridade/periculosidade, gratificação por difícil acesso, gratificação de exercício em classes regulares de alunos portadores de necessidades especiais e gratificação por aula extra.
Apesar disso, Simone não abandonou suas atividades da dupla regência já que ela dá apoio a um aluno com deficiência, que precisa de atendimento constante para realizar as atividades. Como ela, Simone diz que muitos docentes do município possuem dupla regência como forma de complementar o piso salarial, que na cidade é baixo.
Apesar da diminuição na renda, a professora reclama que o trabalho só aumenta no dia a dia e, principalmente, em um cenário como esse de ensino remoto. “A gente se apoia como equipe e se ajuda mesmo. A comunidade em que leciono é carente e sabemos que além da dificuldade de aprendizagem há outros elementos de desigualdade que enfrentamos”, explica. “A gente precisa se reinventar todos os dias ainda”.

Perspectivas sobre Retorno
“A gente conversou sobre isso entre os professores, porque na Educação Infantil é complicado. Como vamos manter o isolamento? Tenho 20 crianças em uma sala que dormem uma do lado da outra”, relata a professora Tais. Os receios para o retorno são de diferentes naturezas. Entre eles estão a defasagem da aprendizagem; a readaptação ao presencial; a falta de medidas preventivas e o estado psicológico dos alunos, famílias e equipe escolar no período pós-pandemia.

Trechos retirados de entrevistas concedidas aos sites: Nova Escola; Brasil Escola e Extra Classe.

Temos muito a refletir, e mais ainda agradecer esses profissionais tão importantes que se mostraram mais do que nunca indispensáveis neste período de pandemia.
A Advocacia Scalassara & Associados deixa seu profundo agradecimento a todos os professores.

Advocacia Scalassara

- advocacia@scalassara.com.br

A Advocacia Scalassara & Associados, enquanto marca, nasceu em 06 de junho de 1994, em razão de desdobramento de escritório anterior, que tivera início em 1982/3, do qual o advogado Carlos Roberto Scalassara era um dos titulares.